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Terça-feira, Agosto 14, 2007 ::
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Pelo visto não some...
:: Escrito por Rafael Vieira às 23:17 ::
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Terça-feira, Março 28, 2006 ::
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Se eu não postar nada, o blog some?
:: Escrito por Rafael Vieira às 00:32 ::
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Quinta-feira, Dezembro 01, 2005 ::
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Meu aniversário passou! Daqui a pouco vem o de namorida! Amo muito essa menina ciumenta! Se estiverem com saudades, visitem-nos no Um Ringue Para Dois!!!!
:: Escrito por Rafael Vieira às 00:29 ::
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005 ::
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Amor...Thaís, te amo mais do que tudo nessa vida! Você é e sempre será especial. Você é minha e nunca deixará de ser... Vou sempre lutar por isso, pois quero com todas as minhas forças, pela minha vida inteira, estar ao seu lado e te fazer a mulher mais feliz e completa do mundo.
:: Escrito por Rafael Vieira às 10:45 ::
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Quarta-feira, Junho 15, 2005 ::
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E a surpresa é...Eu e a Namorada Tagarela finalmente resolvemos colocar em prática nossos antigos planos de fazermos um blog juntos! As idéias dela, somadas às minhas cagadas no Photoshop para fazer o template, resultaram no...
Isso, galera, nós dois estamos de volta!!! E dessa vez postando juntos, com ânimo e força e vontade para trazer muitas besteiras do dia a dia, bem ao nosso estilo! Aos poucos vamos colocando os links lá... Não deixem de visitar e dar esse apoio pra gente! Um abraço!
:: Escrito por Rafael Vieira às 21:27 ::
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Terça-feira, Junho 14, 2005 ::
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Passado, presente, futuroMuitas vezes é difícil deixarmos pra trás nosso passado. Mas com ele aprendemos, com ele podemos ver os erros cometidos. Podemos querer esquecer coisas do passado. Deixá-las no passado, pois não têm mais importância. Há muitas coisas na minha vida que não faço a mínima questão de lembrar. Podem até ter sido momentos que, na época, julguei terem sido bons. Mas olho para o meu presente e vejo que HOJE sou muito mais do que já fui antes. Devo isso tudo à uma pessoa muito companheira, muito especial: Thaís. É ela que mora no meu pensamento e vive nos meus sonhos. É ela que está todo dia comigo e divide alegrias e dores. É dela que morro de ciúmes o tempo todo. É ela que tem por mim um forte ciúme, mas que para mim não importa, pois sei que no fundo ela é segura comigo. Foi ela que fez a melhor viagem da minha vida comigo. Por ela que eu choro, por ela que eu rio. Por causa dela me sinto completo. O Passado, Rafael sem ela, é vazio, sem graça... Descobri o amor verdadeiro com a Thaís. Descobri como é amar e viver grudado, sem cansar. Tenho certeza que meu futuro será ao lado dela. Nada nos impede. Somos muito fortes. Tudo que eu quero, todos os meus sonhos apontam para uma coisa: Amar para sempre a Thaís, mulher da minha vida.
:: Escrito por Rafael Vieira às 00:00 ::
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Segunda-feira, Junho 13, 2005 ::
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SurpresaSei que é difícil acreditarem em mim... Mas... Quem sabe... Uma surpresa está por vir... Façam suas apostas!
:: Escrito por Rafael Vieira às 12:04 ::
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Sexta-feira, Março 11, 2005 ::
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Já passou um mês?Olá pessoas! Quanto tempo! Como estão todos? Blog ainda existe? Poxa, tanta coisa aconteceu nesses últimos meses que eu sumi! Mas não vou contar não, fiquem aí curiosos... Ah, vou contar uma. A melhor: em Janeiro desse ano fiz a melhor viagem da minha vida. Hum, direi outra: continuo apaixonadíssimo! Conto outra coisa também: saudade das minhas crônicas... E pelo visto meu ego não mudou nada.
:: Escrito por Rafael Vieira às 02:04 ::
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Sexta-feira, Outubro 22, 2004 ::
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No mínimo uma vez por mês!Já que a Namorada Tagarela resolveu postar no blog dela, vou dar uma de imitão! Eu e ela agora somos fotologueiros por excelência! Como estamos o tempo todo juntos, vivemos tirando centenas de fotos e o tempo para blogar ficou bem reduzido. Acho que o vício passou... Agora estamos viciados um no outro! Visitem-nos lá no /rafo_e_tha e tenham o enorme prazer de nos ver juntos! Hehehe! Vai ser muito bom receber visitas de vocês, blogueiros!
Um grande abraço a todos os que sempre me visitaram!
Prometo tentar escrever aqui pelo menos uma vez por mês...
Com saudades desse mundo blogueiro,
Rafael
:: Escrito por Rafael Vieira às 01:05 ::
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Segunda-feira, Setembro 20, 2004 ::
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EU NÃO MORRI !!!
:: Escrito por Rafael Vieira às 10:51 ::
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Segunda-feira, Julho 19, 2004 ::
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Ela, ela, ela...Hoje, dia 19 de Julho, o blog da minha namorada linda completa um ano! Parabéns, minha gatinha! Além de ser maravilhosa, você ainda é uma blogueira de sucesso! Um ano tagarelando... Fico orgulhoso de você e ainda mais feliz por estar ao seu lado! Continue sempre assim! Muito sucesso!
Aproveitando que estou falando da minha namorada linda... Para vocês verem como anda meu relacionamento com a minha sogrinha querida, vejam algumas frases dela para mim ultimamente:
Quando eu ia entrando na cozinha para pegar um copo d'água, ela largou o telefone afobadamente e falou: "Não, não! Eu vou fazer pastel!" - ou seja, já estou com fama de atacar a geladeira!
Num outro dia, todos estavam fazendo um lanche e eu estava atacando o sorvete de chocolate. Ela vira pra mim e fala: "Pára de comer sorvete, garoto! Nunca vi!" - é que eu não estou mesmo acostumado a ter sorvete em casa por mais de 24 horas...
Embora possa parecer que meu relacionamento com ela não é bom, isso não é verdade. Gosto bastante dela com seu jeito bem humorado e amigável e sempre sou bem tratado. Até porque quase todo dia eu apareço por lá! Já virei namorado residente, que conhece os porteiros e nem interfona mais pra avisar que tá subindo. Já tenho até um conchavo com o guardador de carros da rua dela, com uma tabela de preços estabelecida por mim, mas nem sempre cumprida. Sem falar que o meu carro já vai sozinho pra casa dela, eu nem preciso dirigi-lo. É... Estou mesmo apaixonado por ela...
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:55 ::
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Sábado, Julho 17, 2004 ::
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Momento Veríssimo IIEu sei que ultimamente tenho falado muito do Veríssimo, mas acho que quando estamos num momento muito feliz da nossa vida (muito feliz mesmo!), tendemos a nos presentear com coisas que nos alegram!
O trecho abaixo foi retirado da crônica "Paixões" de Luis Fernando Veríssimo:
(...)
Como o amor acaba é outro mistério. A Joyce e o Paquette, por exemplo. Namoraram anos, noivaram, casaram e tudo acabou numa noite. Acabou numa frase. Os dois estavam numa discoteca, sentados lado a lado, vendo os mais jovens se contorcendo na pista de dança, e o Paquette gritou:
- Viu a música que está tocando?
E a Joyce:
- O quê?!
- A música. Estão tocando a nossa música. Lembra?
- Hein?
- Estão tocando a nossa música!
- O quê?
- A música. Do nosso noivado. Lembra?
- Eu não consigo ouvir nada com essa porcaria de música!
- Esquece.
:: Escrito por Rafael Vieira às 15:28 ::
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Quinta-feira, Julho 15, 2004 ::
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Crônica Invertida
por Rafael VieiraEstava eu um dia caminhando calmamente pelas ruas de Copacabana no alto dos meus 60 anos... Dia de semana, muito movimento, trânsito e camelôs. Eu apenas fazia minha caminhada matutina e, como de costume, observava os transeuntes. Passei na banca de jornais pra comprar minhas palavras cruzadas e um pacote de balas. Depois segui em direção à praia, sentei-me no quiosque costumeiro para esticar as pernas e lembrar da minha mocidade assistindo aos jovens fazendo cooper, jogando bola na areia, namorando ou simplesmente tomando sol. Conversei um pouco com o dono do quiosque, velho amigo, sobre banalidades, política, economia e futebol.
Sentindo-me mais relaxado depois de alguns instantes, tomei o caminho de volta para casa. Aproveitei para passar em frente a uma livraria e observar minha última obra publicada na vitrine. Fitei-a por alguns instantes e antes mesmo de desviar os olhos e retomar minha caminhada, fui interpelado por um jovem rapaz, que bloqueava meu caminho com um enorme sorriso. Depois de hesitar um pouco, perguntou-me:
- Você é quem eu tô pensando?
- Não sei, meu jovem... Quem pensas que sou?
- Rafael? Rafael Vieira?
- Isso mesmo! Tudo bem?
- Não acredito! Eu quase não saí de casa hoje porque não queria ir pro curso de inglês! E se eu não saísse não encontraria você! O que você está fazendo aqui?
- Eu moro aqui perto... Estou sempre por aqui de manhã. Talvez você já tenha cruzado comigo antes e nem tenha percebido!
- Impossível! Eu sou seu fã! Seu fã número um! Você nunca passaria despercebido!
- Muito obrigado, meu jovem! Fico feliz de saber!
- Olha, eu tô incomodando o senhor? É que eu tô nervoso. O senhor não tá atrasado?
- Na verdade não. Estou apenas caminhando. E pode me chamar de Rafael mesmo.
- Ok, desculpa!
- Sem problemas.
- Olha só, sabia que eu li todos os livros do senhor?
- Mesmo?
- Claro! O senhor escreve muito bem... Suas palavras são sempre bem colocadas, seu bom humor, sua ironia, sua irreverência...
- Poxa, é muito bom ouvir isso de um fã jovem como você! Sempre se interessou por leitura?
- Já li algumas coisas. Mas gostar mesmo, assim de ler todas as publicações... Só você e o Sabino.
- Ah, também gosto muito do Sabino...
Alguns momentos de silêncio. Tive a idéia de entrar na livraria para tomar um café e o convidei para entrar comigo:
- Quer tomar um café comigo?
- Eu? Assim? Meu Deus, não acredito... Um café com o senhor?
- Se você tiver tempo, claro!
- Claro que sim! Eu não queria mesmo ir pra aula de inglês!
- Então vamos.
Sentamo-nos no cyber café e continuamos o papo. Depois de alguns minutos de conversas variadas, retomei o assunto anterior:
- Mas você falava do Sabino!
- Ah sim... Eu não gosto de muita coisa. Tem escritores que me irritam. O Machado de Assis por exemplo.
- Mas a obra machadiana é grandiosa!
- Grandiosa e chata.
- Que tal Shakespeare?
- Odeio literatura internacional.
- Millôr Fernandes então?
- Sim, o Millôr escreve legal. Mas não suporto aquele Paulo Coelho.
- Gosto é algo que não se discute mesmo, não é? Mas fico lisonjeado que você goste da minha obra!
- O quê?! Sua obra é maravilhosa! Tenho todos os livros do senhor! Já falei isso né?
- Falou sim! Tem algum preferido?
- Todos! Todos são ótimos! Já devorei os 8 pelo menos duas vezes cada!
- Hehehehe! Obrigado! Então... Me diz o que achou desse último? Eu mesmo não gostei de algumas partes.
- Ai meu Deus, não posso mentir... Eu ainda não li!
- Não?
- Não... Não pude comprar! Tivemos uns problemas em casa e minha mãe cortou minha mesada.
- Então me espere aqui um minuto.
Levantei-me, peguei um exemplar do meu último livro e o comprei. Levei-o de volta até a mesa e o estendi ao rapaz:
- Um presente meu para você.
- Mas... Mas... Eu não posso aceitar!
- Claro que pode. Aceite como uma lembrança minha!
- Eu não acredito! Não poderia ficar mais feliz! Isso é fantástico! Escreve uma dedicatória para mim?
- Claro que sim! Tem uma caneta?
- Toma.
- Ok. Como é o seu nome?
- Luis Fernando. Com "s".
- Luis Fernando de que?
- Veríssimo.
:: Escrito por Rafael Vieira às 01:16 ::
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Quarta-feira, Julho 14, 2004 ::
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Felicidade(s)!
 Foi uma enorme surpresa quando entrei hoje no MSN e encontrei a Fabi me dando os parabéns. Encucado, perguntei se era meu aniversário, pois às vezes tenho algumas crises de memória. Mas não era, infelizmente. Era coisa melhor: Estou no Blogs of Note pela 2ª vez! Obrigado, equipe do Blogger e Bloggerman! Obrigado também aos meus visitantes assíduos, que nunca deixaram de me ler!
Aqui vai o printscreen inteiro!
Mais importante que o BON...
O dia 14 de Julho passou a ser uma data bastante importante em minha vida. Por esse motivo, eu e a minha namorada linda (Francezinha Tagarela) decidimos escrever algumas palavras em homenagem a uma pessoa que nesse momento está distante, mas está sempre próxima em pensamento e nos nossos corações. Uma pessoa maravilhosa e inesquecível, que o mundo virtual nos trouxe e que não há de se afastar por nada!
Hoje a Raffaela faz 20 aninhos. E somos felizes de dizer que pudemos compartilhar pelo menos 1 ano dessa amizade com ela. Menina carinhosa, "sugar and spice", divertida e sobretudo alegre, sempre esteve perto dividindo lágrimas e sorrisos, sempre presente, sempre amiga. Ela é responsável pela união dessas duas pessoas apaixonadas que vos escrevem. Foi praticamente ela que nos apresentou pessoalmente, foi ela que deu todo o apoio quando nossa história começou, foi ela que nos acalentou quando passamos por dificuldades. E sempre nos incentivou a ir adiante. Nos presenteou com sua deliciosa companhia por diversas vezes, abrindo sempre um belo sorriso que iluminava tudo à sua volta... A Raffa é assim. Meiga, companheira, inteligente, vaidosa, agitada, sincera, insegura, fofa, romântica, compulsiva, delicada, sorridente, amorosa... Por isso damos esse humilde presente a ela.
Feliz Aniversário Raffinha!!! Continue sendo sempre essa amiga maravilhosa! Esperamos vê-la em breve para comemorarmos juntos!
Um beijo grande e carinhoso,
dos seus amigos Rafael e Thaís
:: Escrito por Rafael Vieira às 01:21 ::
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Sexta-feira, Julho 09, 2004 ::
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O que anda rolando...Ninguém merece internet discada... Cacete, que coisa insuportável! Tudo bem que usei modems por muitos anos, desde que existiam as famosas BBS (Bulletin Board System) que foram precursoras da grande rede que conhecemos hoje. Mas depois que se navega algum tempo usando qualquer servidor de banda larga, é impossível voltar pra lerdeza da transmissão telefônica de dados... E olha que aqui no Brasil a banda larga ainda é muito lenta. Mesmo assim, a diferença é deveras acentuada.
Mas deixa-me falar de coisas boas... Estou bastante feliz ultimamente. Tenho estado um tanto quanto tagarela também. Isto se deve a uma pessoa muito especial que entrou na minha vida e hoje eu não a deixo sair de jeito nenhum. Afinal, Amigo Não é Banco, mas quase foi Hotel e agora virou namorado.
Estou planejando escrever um post junto com ela, mas como sou preguiçoso e enrolão, ainda não saiu do papel. Aliás, nem foi pro papel ainda. Está tramitando apenas nas nossas conversas.
Outra coisa: um conhecido meu resolveu criar um blog novo, mas está com dificuldades para divulgar, então me pediu ajuda. Sei que não sou a pessoa ideal pra divulgá-lo, pois meu blog anda meio paradão, com pouca visitação e tal. Mas qualquer coisa acho que já ajuda. O link está aqui. Vale a pena ler os ataques de raiva dele, que são hilários!
Por enquanto é só! Sem promessas, sem dívidas!
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:08 ::
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Segunda-feira, Junho 28, 2004 ::
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Conto inacabadoE quando seus olhos se cruzaram naquela noite de sábado, entre milhões de outros olhares perdidos no ambiente escuro, ele sabia que ela seria sua. Não, não era a primeira vez que se viam, mas inexplicavelmente desligaram-se do mundo naquele momento inesperado e, sem qualquer palavra, beijaram-se apaixonadamente numa nervosa euforia de desejo. Mas não tinha sido como as noites que ele havia passado nos últimos tempos... Ele sentia um calor inconsequente quando lembrava-se dela nos dias seguintes, mas tentava de alguma forma ocultá-lo. Não podia ser. Não daria certo. Mas o Tempo... Ah, o Tempo! Mestre das soluções, imperador soberano das resistências e sentimentos humanos... O Tempo passou. Tudo parecia ter voltado a ser como era antes. Mas quando ela o fitava, havia uma certa cumplicidade no ar, uma certa intimidade velada ao mundo todo, que o fazia estremecer... Tempo, tempo... Mãos, abraços, carinhos inocentes. Dúvidas, medo. Tempo.
Sábio Tempo, que soube alimentar as fantasias dos dois... Sábio Tempo que tentou explicar a eles que não tinham uma escolha a fazer. Mas o medo do novo se mostrava impiedoso Vilão. Olhares, medo, mãos, insegurança, carinho, atenção, dúvidas... e subitamente um beijo roubado sob o brilho intenso da lua. Sem que os olhares se cruzassem e novamente sem palavras proferidas, ele não conteve o desejo de estar outra vez tão próximo daqueles lábios quentes e macios.
Mas o Vilão não quis ir embora, ao contrário do que ela esperava. O medo se fortaleceu, os fantasmas começaram a assombrar a alegria daqueles momentos. Ela quis desistir, não queria se machucar. Ele não podia deixar aquilo acontecer. Sofria muito com a idéia de vê-la partindo. Ela tentou fugir. Ele não deixou. E à medida que o Sábio Tempo tomava conta dos dois, o desejo e a saudade iam solidificando aqueles laços e aos poucos afastando o grande Vilão.
Ah, Sábio Tempo, que como um arcanjo afasta todos os males, salva de todos os medos. E assim o fez com o casal que se apaixonava e não mais conseguia ficar sem se falar, nem sem se ver... Precisavam um do outro, precisavam trocar olhares silenciosos, precisavam sentir o calor do corpo do outro, trocar afagos e beijos. Precisavam rir e brincar juntos, precisavam dizer boa noite ao telefone antes de dormir. Ele não conseguia evitar acordar pensando nela. Ela não conseguia conter a euforia quando ele telefonava inesperadamente no meio da tarde "só para dizer oi".
Os dois não sabiam mais o que era distância. Os dois não queriam a distância. Queriam ficar mais e mais próximos e ir vivendo cada vez mais intensamente, na mesma proporção em que o sentimento se fortalecia. A cada dia que passava, um turbilhão de maravilhosas emoções crescentes tomava conta dos dois. As dúvidas se foram, as inseguranças caíam, os dois se queriam incondicionalmente. O Vilão do medo se desintegrava. Mas nenhum dos dois saberia como seria o futuro, como num conto inacabado, daqueles que começam de repente e terminam sem que ninguém saiba o final.
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:11 ::
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Quinta-feira, Junho 17, 2004 ::
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Estou vivo!Apesar do bombardeio de provas, entre mortos e feridos, aqui estou eu. Ainda não me encontro na mais plena alegria, porque ainda resta uma prova a fazer. Sete já foram. Da mesma forma, não me encontro também na mais plena sanidade, até porque ao estudar psicologia só comprovamos o quanto não somos sãos. Mas ser são não é comigo. De santo já basta o nome de anjo. Tudo bem, foi um trocadilho imbecil. Brincar com as palavras é divertido. Escrever um post sem objetivo algum também o é. Mais divertido que isso? Olhar pra cara de pessoas que não entendem os trocadilhos...
Hoje foi a prova mais fodástica de todas: Ética. O mais interessante é que aprendemos que qualquer merda que façamos na vida pode ser considerado ético de acordo com o contexto social em que esse ato se insere. Ora, com um pouco de lábia e cara de pau (como os famosos sofistas), dependendo do enquadramento que dermos à nossa ação, tudo pode ser ético. Estou me divertindo (e gostando de usar essa palavra também) com o fato de saber que qualquer merda que eu faça pode ser socialmente aprovada, caso eu tenha inteligência suficiente para distorcer a percepção dos outros. Não é à toa que nosso professor nos parecia totalmente anti-ético no início do curso e ao final passamos a percebê-lo como um cara totalmente centrado. Não, não foi porque entendemos a ética. Foi porque ele conseguiu distorcer nossa percepção.
Prometo que assim que reestabelecer meu equilíbrio emocional e neurológico, volto a escrever aqui regularmente. E quem se importa? Acho que só eu mesmo ainda visito meu blog. Ainda assim de vez em quando. Mas final de período é assim mesmo. Daqui a pouco as coisas se acalmam e eu terei mais tempo para a útil vida social virtual. O único problema é esse tal de equilíbrio que eu falei aí em cima!
escrito ao som de We Don't Need a Hero (Edguy)
ps: Sim, eu fiz essa viadagem aí em cima. Perdoem-me, mas é que essa música é fodaralhassa.
:: Escrito por Rafael Vieira às 19:12 ::
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Quarta-feira, Maio 26, 2004 ::
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Muitas comemorações!24 de maio: Aniversário do Diogo, que comemoramos junto com meus pais numa churrascaria na Barra. 24 aninhos hein, meu irmão? Te amo muito cara! Muito sucesso pra você por toda a sua vida!!!
25 de maio: Aniversário da Dott, minha cachorrinha linda, que completou 3 aninhos!! Tomara que ela fique comigo por muuuuitos anos, pois ela é importante demais na minha vida! Todo mundo ama esse bichinho, não tem como resistir à carinha de pidona!
26 de maio: Aniversário do blog! Completando 1 ano de existência hoje, o ANEB recebeu cerca de 25 mil visitas, chegou ao Blogs of Note e foi destaque em muitos blogs importantes pela blogosfera afora! Espero prosperar ainda mais e tentar fazer cada vez mais desse cantinho um lugar agradável pra todos os visitantes!
Parabéns, parabéns e parabéns!
:: Escrito por Rafael Vieira às 23:32 ::
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Quarta-feira, Maio 12, 2004 ::
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Rosana
por Rafael VieiraMãe de três filhos homens, Rosana sempre foi mãe dedicada e nunca ausente. Jorge, Ismael e Felipe. Nasceram em família de classe média alta, tinham tudo que seus pais lhe davam. Mas era Rosana que cuidava deles o tempo todo. Não podia mais trabalhar fora durante o dia, tendo tantas responsabilidades de administração doméstica. Segundas e quintas tinha a faxineira. Sextas-feiras vinha a dona Alice, passadeira. E diariamente a cozinheira, Tia Preta - como as crianças costumavam chamar. Rosana sofria, levando uma dupla jornada de trabalho: de dia em casa cuidando dos meninos e orientando as empregadas, de noite ia dar plantão no Souza Aguiar. Não dormia. Aliás, dizia que não precisava de sono. Edson, o marido, quase não participava da família. Gerente de uma grande multinacional, raramente estava na cidade. Rosana não tinha fins de semana de descanso: vivia para os filhos.
Jorge, Ismael e Felipe tinham pouca diferença de idade. Cresceram e chegaram à adolescência praticamente juntos. Rosana gostava que eles saíssem sempre juntos, pois isso os deixava bastante unidos. Com a descoberta de um mundo novo com a chegada da puberdade, os três meninos começaram a se afastar do grupo familiar. Aliás, começaram a se afastar da mãe, pois mal tinham contato com o pai. Tinham os grupinhos de amigos, o futebol, a natação, os amigos do clube, do condomínio e as namoradas. Por mais que a mãe fosse tudo de importante na vida, eles mal percebiam sua presença e quase não davam valor aos seus esforços. Rosana às vezes fraquejava e se sentia deprimida, mas em nenhum momento abandonava os meninos.
Quando o primeiro fez 18 anos, quis logo ganhar um carro. Sem motivos. Disse que aos 18 anos todo homem precisa de um carro. Os pais fizeram sua vontade. Ismael, o filho do meio, estava no cursinho pré-vestibular e dizia não ter tempo pra nada. Seu tempo livre tinha de ser usado para sua própria diversão. O mais novo era quem tinha menos obrigações, mas mesmo assim, nunca atendia aos apelos da mãe para ajudá-la com as compras ou mesmo um pedido de companhia no shopping. Mesmo assim, Rosana era forte, não desanimava. O esforço todo partia dela, ninguém movia um dedo para ajudar em casa. Jorge não suportava a idéia de lavar pratos. Ismael sempre arranjava motivos para não fazer nada que lhe era solicitado. E Felipe estava muito ocupado com seus programas de computador para dar atenção a alguém.
Rosana deixava tudo isso correr solto, fazia as coisas sozinhas enquanto os filhos eram mimados e admitiam uma posição conformista. Cada um seguiu uma carreira diferente: Educação Física, Jornalismo e Informática. Mas no fundo eram iguaizinhos. Sempre tiveram tudo de mão beijada, não precisavam trabalhar nem se preocupar com contas. Se negavam a ajudar, omitiam-se de responsabilidades familiares, mas isso era apenas um reflexo do tratamento que receberam dos pais.
Hoje os três são casados com três jovens moças. Cada um tem um apartamentinho com um carro na garagem (presentes do pai). Rosana nunca acreditou que seus meninos pudessem levar uma vida de casados, pois nada sabiam fazer dentro de casa. Riu consigo mesma, tentando aliviar a angústia de "perder" seus pequenos tesouros. Não torcia para que os casamentos fracassassem, mas realmente achava que eles não conseguiriam.
O primeiro foi Felipe, o mais novo. Casou-se logo que terminou a faculdade. Logo de início, Rosana estranhou o comportamento do filho, que dizia ajudar nas tarefas de casa. Não acreditando muito, foi visitá-lo. A primeira coisa que ouviu quando chegou à porta foi uma voz feminina gritando "Felipe, anda logo com esse estrogonofe que eu tô com fome!". Rosana começou a ficar apreensiva à medida que sua nora pedia as coisas e seu filho atendia prontamente. Mas preferiu ficar calada e comer o estrogonofe.
Jorge se casou logo depois, com uma moça muito simpática e atraente. Dois meses depois da lua de mel, Rosana foi convidada pela nora para jantar fora e teve de ouvir frases como "Seu filho é maravilhoso! Ele é muito prestativo! Não me deixa fazer nada em casa, ele faz tudo pra mim sem eu pedir! A senhora deve ter sido excelente mãe pra ele! Deve se orgulhar muito do Jorginho!". Rosana suspirou profundamente... Pensou em fazer alguma observação, algum comentário... Mas apenas sorriu.
O filho do meio, Ismael, foi quem mais demorou pra casar. Aliás, não casou. Juntou-se. Costumava dizer que o casamento era uma prisão e que só queria uma mulher do seu lado pra fazer tudo o que a mãe sempre fez. "Conformista assumido", pensava Rosana. Um dia resolveu visitá-lo. Quando entrou no apartamento do filho, viu uma bagunça de proporções inimagináveis. Na cozinha, pilhas de louças pra lavar. No quarto e no banheiro, roupas e mais roupas jogadas pelo chão e penduradas nas maçanetas, prateleiras, cabideiros e até em cima da privada. Na sala de estar, a jovem nora nem olhou para D. Rosana ao dizer oi. Estava jogada no sofá com uma lata de cerveja numa mão e um cigarro na outra. Como não tinha almoço pronto, Ismael pediu uma pizza e os 3 almoçaram sobre a mesa de centro da sala, pois a mesa de jantar estava coberta de papéis e recortes de jornal. Rosana naquele dia voltou pra casa feliz.
Alguns dias depois, marcou um jantar em família. Chamou os 3 filhos com suas respectivas esposas e preparou um estrogonofe de camarão. Quando serviu, todos pareceram bastante satisfeitos com a comida, mas logo, uma das noras falou: "Muito bom! Quase tão gostoso quanto o do Felipinho!". Na hora de lavar os pratos, a segunda nora disse logo "Deixa que o Jorge cuida dos pratos! Vamos pro sofá bater um papo!". Rosana seguiu meio sem graça e desgostosa pra conversar com as 3 noras. A 3ª praticamente não abria a boca enquanto as outras duas falavam sem parar. Rosana não conseguia prestar atenção no papo, ficava pensando nos seus filhos... Jorge e Felipe... Aqueles traidores... Enquanto isso Ismael já estava desmaiado na rede da varanda só de cueca e camiseta, aproveitando sua sesta. Rosana sorriu orgulhosa. Mas não aguentaria viver com a marca dos dois outros filhos.
Naquela noite, se suicidou com um lençol muito branco enrolado em volta do pescoço, deixando apenas um bilhete, endereçado ao filho do meio, Ismael: "Um beijo para o único filho que me respeitou de verdade. Não aguentei a traição dos seus irmãos. Espero que você continue sempre assim. Com muito orgulho, sua mãe."
Rosana não entendeu a vida... Rosana simplesmente não entendeu a vida. E no velório quem mais chorava era Felipe, o mais novo. Jorge, o mais velho, não foi porque teve um ataque cardíaco quando recebeu a notícia. O pai dos meninos estava inconsolável. E Ismael, o filho do meio, chegou atrasado pro enterro e ainda dormiu na missa de sétimo dia. Rosana, lá de cima, sorriu satisfeita.
:: Escrito por Rafael Vieira às 17:50 ::
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Quarta-feira, Maio 05, 2004 ::
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O Mal da ModaAcho que eu nunca vou conceber o conceito de moda. Qual é o sentido de seguir padrões pré-estabelecidos? Pra que ser igual a todo mundo? Por que precisamos disso? Para sermos aceitos pela sociedade? Mas nós somos a sociedade e nós criamos estes padrões e "tendências". Qual é a razão de tudo isso? A moda é uma coisa inventada, ela não segue "tendências" coisa nenhuma e não passa de mais uma maneira porca de se fazer dinheiro.
Para facilitar a compreensão, pensem nas calças jeans de hoje em dia. Ontem passei em frente à Levi's (famosa grife internacional de jeans) e vi em destaque na vitrine calças jeans "envelhecidas de 5 a 20 anos". Qual é o sentido de comprar um jeans envelhecido com aspecto de usado? Mulheres, não tentem me explicar. E se tentarem, não usem a idéia de "moda". Aliás não são só as mulheres que defendem o uso desse tipo de roupas. Muitos homens já seguem os estereótipos lançados pela maldita moda.
Então por que não pegar aquela calça velhinha que você já não usa há mais de cinco anos? Por que ela é diferente de uma calça "nova" e "envelhecida cinco anos" que custa cento e sei lá quantos reais? Cinco anos não são cinco anos? Não dá no mesmo? A resposta esperada me contraria. Vocês tentarão dizer que a calça nova é diferente porque tá perfeitinha, inteira e nunca foi usada. Então, sendo assim, qual é o sentido de usar calças rasgadas??? Fico aqui pensando quanto dinheiro perdi jogando minhas calças velhas fora...
Não sei a origem de todo esse meu pensamento. Mas criei uma enorme aversão a qualquer tipo de modismo. Infelizmente acabo me adaptando a muitas coisas sem me dar conta, mas me inclino a fugir dessas "tendências" sempre que tomo consciência de sua presença. Não ouço rádio, não faço questão de roupas de marca e acho ridículas as roupas com a etiqueta da grife aparente. Além de nos sobretaxarem no preço dos produtos, ainda querem nos usar como "outdoors" ambulantes? O pior é que a grande maioria das pessoas gosta disso.
A grande questão aqui não é buscar ser sempre diferente, um originalóide inócuo, mas simplesmente continuar sendo eu mesmo sem me influenciar por modismos, sem ter de me alienar para ser aceito socialmente. É uma questão de liberdade. Poder usar meu cabelo do jeito que eu quiser, escolher a roupa que estiver afim pra qualquer ocasião, ouvir a música que eu quiser e não ficar recebendo críticas dos outros, pois na minha opinião quem critica deve primeiro olhar para si prórpio. Infelizmente não há como fugir desse aprisionamento da moda, que se infiltra por nossas vias inconscientes e nos transmuta em seres roboticamente idiotizados, mas ao mesmo tempo é a base de toda a socialização humana.
:: Escrito por Rafael Vieira às 21:31 ::
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Segunda-feira, Abril 19, 2004 ::
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Lépido e Fagueiro!Por que temos mania de usar certos adjetivos sempre juntos? Reparei nisso hoje no meio da aula de Teoria Psicanalítica, que já supõe certa viagem... A professora estava contando algum caso e no meio do discurso usou "e aí eu estava lá, lépida e fagueira (...)". Parei pra pensar. Refleti que muita gente não deve nem saber o que significam essas palavras, mas usam as duas juntas sem perceber o que estão dizendo. Vamos lá:
Lépido: [do latim lepidu, engraçado, jovial] Adj. 1) Risonho, alegre jovial; 2) Gracejador, motejador; 3) Ligeiro, lesto, ágil.
Fagueiro: [do ant. afagueiro, de afagar, por aférese] Adj. 1) Que afaga, meigo, carinhoso; 2) Agradável, aprazível, ameno; 3) Fig. Satisfeito, contente.
Bom, agora todo mundo já sabe que, quando alguém usar a expressão "lépido e fagueiro", significa, a grosso modo, feliz e contente. Claro que você pode tirar diferentes interpretações disso. Você pode dizer que alguém "lépido e fagueiro" é algum gracejador carinhoso. Não está errado. Mas se prepare, pois ninguém vai entender você!
Um outro exemplo de palavras que se usam em conjunto, por um vício da nossa língua, é "frio e calculista". Já reparou que sempre que descrevem um assassino como frio, o cara logo vira calculista? Não pode existir um cara que seja frio sem ser calculista? Por exemplo, um assassino que mata apenas por prazer, sem método nem cálculo nenhum? Por que tem que ser calculista? Por que ninguém fala "meticuloso"? É uma excelente palavra. Eu recomendo. Por outro lado, não pode existir um que seja apenas calculista, mas que seja doce e amigável na hora do crime? Nada de frieza: "Olha, eu vou rasgar você com essa foice, começando pelo abdome até chegar à sua garganta... Se estiver doendo muito você me fala que eu dou beijinho."
Quer mais? "Firme e forte". Quando nos referimos a um estado humano, sempre que falamos que alguém é firme, logo ele vira forte também. "José estava agüentando firme e forte aquela sexta-feira tão exaustiva" ou então "Maria estava firme e forte no velório de seu marido".
Podemos também fazer articulações com todas essas expressões. Vejam só: "José agüentou firme e forte aquela exaustiva sexta-feira, mas quando deu 5 horas, saiu lépido e fagueiro direto para o bar, frio e calculista para que seu chefe não percebesse sua ausência antes da hora."
Tudo bem, ficou uma merda. Mas quero ver quem consegue fazer um pequeno texto de menos de 40 palavras com essas 3 expressões. O desafio está lançado... Pode escrever no comentário aí abaixo!
:: Escrito por Rafael Vieira às 19:47 ::
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Quinta-feira, Abril 15, 2004 ::
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Engano
por Rafael VieiraObs: Esta crônica foi escrita a partir de uma idéia que eu tive lendo um post no blog Tudo sobre Nada, que consistia nessas 25 linhas iniciais. Todo o resto do texto é de minha autoria e imaginação. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Luiza estava toda tranqüila no serviço, quando ouve tocar seu celular. Ela não reconhece o número e atende calmamente. Ouve uma voz masculina irada, gritando:
Ele: Sua puta, vagabunda, galinha!
Luiza: Quem??
Ele: Como assim, quem? O que você está pensando, sua palhaça? Você pensa que pode ir saindo assim com qualquer um?
Luiza: Mas...
Ele, ainda gritando: "Mas" porra nenhuma, sua vaca! Eu te vi ontem!
Luiza, por mais que fosse uma moça calma e centrada, já estava no limite de sua paciência. Não se incomodou com a presença de seu chefe por perto e não se conteve:
Luiza, gritando: Escuta aqui! O palhaço é você!!! Quem está falando?
Ele, gritando menos: É o Carlos, porra!
Luiza: Pois é, "Carlos Porra", você ligou o número errado. Não conheço ninguém com esse nome.
Carlos, tentando disfarçar: Ah? Não é a Letícia?
Luiza: Não! Você ligou o número errado.
Luiza ficou ainda mais revoltada com a cara de pau do infeliz desligar o telefone na sua cara, sem falar nada. Ficou um tempo remoendo sua raiva, até que o telefone tocou de novo:
Luiza: Alô?
Carlos: Olha, eu queria me desculpar. Eu realmente disquei o número errado.
Luiza: ...
Carlos: Você me desculpa? É que eu estava meio chateado com umas coisas...
Luiza: Olha cara, eu não quero saber dos seus problemas. Vê se não me enche mais o saco, falou?
Sentiu-se aliviada ao falar isso e desligou o telefone na cara do sujeito, dando o troco. Mas passaram-se alguns minutos e ela sentiu remorso por ter sido grossa demais. Hesitou um pouco e finalmente tomou coragem para discar o número que ficara na memória do seu celular.
Carlos: Alô?
Luiza: É... Carlos?
Carlos: Sim... É a Luiza né?
Luiza: Sim, sou eu. Olha só, me desculpa também que fui super grossa agora no telefone com você. Mas é que você me chamou de vagabunda pra baixo, eu realmente perdi o controle...
Carlos: Tudo bem, sou eu que te devo desculpas!
Luiza: Então vamos deixar isso pra lá, ok?
Carlos: Tá legal!
Luiza: Mas... Me diz uma coisa... O que essa Letícia fez com você pra te deixar assim?
Carlos: Ah, olha... Prefiro nem falar...
Luiza: Tudo bem, desculpe por ter sido intrometida... Até logo!
Carlos: Até...
Agora Luiza se sentia mais confortável e aliviada... Mas havia alguma coisa estranha no seu olhar. Tentou esquecer e voltar a trabalhar. Mas a conversa com o tal de Carlos havia causado nela um certo frisson. Aquela voz cheia de raiva que se transformara num tom amável e melancólico. Ainda perdida nesses pensamentos, ouviu o telefone tocar de novo.
Luiza: Oi...
Carlos: Eu vi a Letícia ontem saindo com um colega de trabalho meu, na maior paixão... Eu não to aguentando!
Luiza: Poxa Carlos... Isso é terrível! Mas fica calmo...
Carlos: Calmo não, po, ela é minha noiva e nós vamos casar mês que vem! Aliás, não vamos mais. Eu não quero essa falsa do meu lado!
Luiza: É realmente triste isso... Tenta ligar pra ela de novo! Quando você ligou acabou me xingando em vez de xinga-la... Tenta conversar numa boa. Liga e tenta manter a calma!
Carlos: Sim, é verdade... Ok, você me convenceu. Vou tentar de novo. Depois te ligo pra dizer como foi!
Luiza: Tá! Um beijo!
Ao desligar, começou a refletir sobre aquela loucura... Já estava ouvindo confidências do cara que a chamara de palhaça. Começou a se sentir mesmo uma palhaça... O Carlos provavelmente marcaria um encontro com a noiva e acabariam resolvendo tudo... E a pobre Luiza continuaria na angústia de viver sozinha, já no lado mais obscuro dos 30. Ansiosa, ligou para o número na memória, que já não lhe era tão desconhecido.
Carlos: Oi Luiza...
Luiza: Nossa, já sabia que era eu?
Carlos: Pois é... Decorei seu número porque é bem parecido com o da Letícia.
Luiza: Conseguiu falar com ela?
Carlos: Falei... Incrivelmente não gritei como tinha gritado com você! Fui super educado e gentil... Acho que ela não entendeu nada.
Luiza: Puxa! E aí? - as poucas rugas de preocupação já começavam a saltar em seu rosto.
Carlos: Eu disse a ela tudo que eu tinha visto ontem. Disse como eu me senti, como tinha ficado decepcionado... Ela se surpreendeu mas não soube explicar. Eu disse que não queria mais vê-la. Nunca mais. Ela chorou um pouco, mas pra mim não tem perdão.
Luiza: Não marcou nem um encontro?
Carlos: Não...
Luiza: Puxa...
Carlos: ...
Luiza: E você vai ficar sozinho?
Carlos: Acho que sim...
Luiza: Acho que não. Logo logo você encontra alguém. Você parece ser um cara muito carinhoso e sensível. As mulheres gostam disso.
Carlos: Mesmo? Obrigado pelos elogios!
Luiza: De nada!
Carlos: ...
Luiza: ...
Carlos: É... É isso... E eu já ia te ligar pra dizer isso.
Luiza: Tudo bem... Eu te liguei antes porque fiquei meio preocupada com você!
Carlos: Então tá! Obrigado por me ouvir... Um beijo!
Luiza: Outro...
Luiza desligou o telefone desolada... Carlos não queria nem sua ex-noiva, nem a ela. Talvez fosse muito cedo. Se ela quisesse alguma coisa, a hora era perfeita. Ficou imaginando como ele seria... Mas tentou cair na realidade de que aquilo fora apenas um evento estranho na sua vida. Precisava se desligar antes que as coisas começassem a ficar mais íntimas. Quinze minutos mais tarde, o telefone tocou outra vez.
Luiza: Oi Carlos!
Carlos: Oi Lu... Eu não sabia se ligava...
Luiza: Que bom que ligou!
Carlos: É? É que você disse que tinha ficado preocupada comigo... Gostei disso. Me senti muito bem!
Luiza, envergonhada: É...
Carlos: Olha, acho que se eu não tivesse ligado errado da primeira vez, tudo seria diferente.
Luiza: Chamam isso de destino!
Carlos: Pois é! Agradeço mais uma vez por você ter esquecido as coisas escabrosas que falei pra você...
Luiza: Qual é Carlos, já é passado!
Carlos: Que ótimo! Fico muito feliz! Que sorte que foi você que atendeu... Coisa de destino mesmo!
Luiza: Assim eu fico com vergonha...
Carlos: Hehehe...
Luiza: ...
Carlos: Bom... Acho que vou nessa. Tenho muito trabalho a fazer!
Luiza: Ei, espera...
Carlos: Que foi?
Luiza: É isso?
Carlos: Como assim "é isso"?
Luiza: Depois dessa coisa estranhíssima que eu passei... Dessas ligações todas... É isso?
Carlos: Foi mal, Luiza, eu ainda tô com a cabeça muito cheia de coisas... Me desculpe.
Luiza não acreditou quando ouviu o flip do celular batendo do outro lado da linha. Sentiu-se totalmente rejeitada. Mas tinha de entender que o rapaz, que ela nem sabia como era, estava numa situação mais que complicada. Ansiosa como sempre foi, pegou o telefone e apertou o redial.
Carlos: Luiza?
Luiza: Sim, sou eu... Escuta, você tem o horário de almoço livre?
Carlos: Acho que sim, estou saindo daqui a uma hora.
Luiza: Eu gostaria de te conhecer...
Carlos: Sério??? Uau... Nunca imaginei que...
Luiza: Vamos almoçar juntos?
Carlos: Ahnn... Eu não esperava isso, mas claro que sim!
Luiza: Ótimo! Você trabalha aqui perto da R. da Assembléia?
Carlos: Caramba... Eu trabalho na R. da Assembléia nº 10!
Luiza: Como assim?????? EU trabalho na R. da Assembléia nº 10!
Carlos: Hahahaha! Você só pode estar brincando né?
Luiza: Não! Eu trabalho no escritório do Dr. Salles, 5º andar!
Carlos: Do Dr. Salles? Tem certeza?
Luiza: Sim... Por quê?
Carlos: Eu trabalho aqui no 12º... Numa empresa de contabilidade. E o Dr. Salles é meu cliente!
Luiza: Jura?
Carlos: Juro!
Luiza: Então será que a gente já não se esbarrou no elevador?
Carlos: Não... Você pega o dos andares ímpares. Eu pego dos pares...
Luiza: Ahhh é verdade!
Carlos: Mas o nosso almoço tá de pé, né?
Luiza: Tá sim... Me encontra na portaria do prédio daqui a uns 50 minutos!
Carlos: Ok. Eu estou de camisa branca e uma gravata azul marinho.
Luiza: Ótimo... Te vejo daqui a pouco! Um beijo!
Seu coração palpitava. Ficou desesperada de ansiedade tentando lembrar dos rostos que cruzavam no hall de entrada do prédio naqueles últimos 7 anos. Não era possível que nunca tivesse visto o tal do Carlos... Ficou 50 minutos passiva, inerte, esperando o tempo passar... Apenas imaginando o que mais de estranho poderia vir a acontecer naquele início de tarde. No elevador, sonhava com o homem perfeito, sonhava com a utopia de finalmente encontrar alguém que a completasse. Sentada no banquinho da portaria, esperava nervosamente, encarando cada rosto e cada paletó, procurando por aquela gravata azul marinho como se aguardasse o príncipe encantado que a libertaria de um mundo vil... Ele nem precisava ser bonito, nem alto, nem magro, nem forte.
Esperou, esperou, esperou... Até que surgiu um sujeito segurando sua gravata azul marinho entre os dedos, muito bem vestido, de olhos grandes e verdes e barba bem feita. Era alto, magro, forte e bastante jovem. Só que era careca.
Luiza se levantou discretamente, saiu do prédio e fingiu que nem era com ela. Enchalhada, sim! Mas careca já era sacanagem!
Nota do Autor: Não tenho nada contra os carecas, é só um modo de criar humor. Não me venham encher o saco com esse papo, por favor!
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:39 ::
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Terça-feira, Abril 13, 2004 ::
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DDD para LeigosFrase de inspiração para o post de hoje: "Quem é burro peça a Deus que o mate e ao Diabo que o carregue!"
Aqui em casa temos um número de telefone que sempre recebe enganos. Geralmente acontece porque as pessoas não sabem até hoje fazer DDD. Isso mesmo, pasmem... São cerca de 15 ligações diárias assim. Me espanta saber que tanta gente não entendeu ainda, depois de tanto tempo e tantas propagandas na TV, que tem que colocar o número da operadora antes de fazer a ligação. Muitos ainda perguntam qual é o número dessa tal de operadora. Eu e meu irmão, cansados de tanto explicar, desenvolvemos algumas maneiras divertidas de atender o telefone, para que não fosse sempre um estresse ficar ouvindo a mesma ladainha "É do hospital tal?" ou "A Dona Fulana está?"...
Eis uma pequena listinha de frases que substituem o tradicional "Alô?" que já usamos e outras que ainda estão aguardando um dia de maior revolta:
- "Que é?"
- "O que você quer?"
- "Clínica de Aborto Feto Feliz, bom dia!"
- "Associação Brasileira dos Burros que Não Sabem Ligar DDD, em que posso servi-lo?" (com essa as pessoas desligam na hora!)
- "As crianças da LBV agradecem a sua doação! Boa noite!" (fico imaginando os caras bolados falando "alô? alô? eu não quero doar nada não!" hahahaha)
- "No momento todas as nossas linhas estão ocupadas. Por favor aguarde!" (e tem uns burros que aguardam mesmo! huahuahuahuha!)
- "Terreiro do Pai Zé Preto!" (essa to planejando falar com uma voz bem de preto velho)
- "Você ligou para o Disk Drogas da Rocinha. Por favor digite 1 para fazer o seu pedido, ou 2 para falar com um de nossos traficantes" (essa eu usei hoje... putz, me segurei muito pra não rir! a velha ficou totalmente bolada sem saber o que dizer! coitada!)
- "O número chamado se encontra fora da area de serviço ou desligado. Tente mais tarde."
Se alguém tiver mais alguma sugestão, será sempre muito bem aceita! É para o bem da humanidade!!!! E APRENDAM A LIGAR DDD DE UMA VEZ, PORRA!
:: Escrito por Rafael Vieira às 12:00 ::
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Sábado, Abril 03, 2004 ::
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Avalanche!Outro dia estava no meu quarto estudando, quando ouvi alguém gritando na rua: "AVALAAAAANCHEEEEE!". Impossível negar minha curiosidade, então despretensiosamente olhei pela janela, não pra procurar a avalanche, mas sim o indivíduo que estava, obviamente, fora dos padrões aceitáveis de sanidade. Parei então pra pensar na velha questão do referencial:
Se o cara grita "Avalanche!" no Rio de Janeiro num calor de 30 graus ele é maluco. Se grita no Nepal, é um herói. Da mesma forma, se você está num ônibus de turismo com todos os seus amigos, vira pro lado e pergunta "que horas são aí, ô viadinho?" você é um cômico. Se pergunta num ônibus regular, você é comido de porrada.
Falando em ônibus, é impressionante a capacidade que eu tenho de perdê-los. Sabe aquele ônibus que você considera perfeito pra chegar a determinado destino? Há os alternativos, claro, mas tem sempre um preferencial, aquele que pára menos no caminho, vai bem vazio e te deixa bem pertinho do lugar que você quer ir... Pois é. Sempre que eu chego no ponto (sempre mesmo) vejo o "meu" ônibus indo embora... E fico naquela de "Ahhh se eu chegasse 15 segundos antes..." - o que nunca adianta muito, pois ainda não aprendi a controlar o tempo; tenho que ficar esperando o próximo de qualquer jeito.
Acho que eu tenho uma energia totalmente anti-ônibus só porque vivo andando de carro, mas agora estou sem. Classe média é foda! Sempre vivendo entre a riqueza e a miséria ;)
:: Escrito por Rafael Vieira às 19:23 ::
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Sexta-feira, Março 26, 2004 ::
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O Anti-DemocrataHá pouco se tocou de que a democracia não dá certo. Ao longo de toda a história, nunca deu certo. Demorou muito pra perceber o que se espera que muitos já tenham notado. Muitos modelos belíssimos no papel não funcionam na realidade. Os modelos da realidade, por sua vez, são muito sujos para ir parar no papel. O próprio socialismo marxista é algo concebido pelos historiadores como utópico. O Anti-Democrata sempre sugeriu que as pessoas lessem o "Manifesto Comunista". Dizia: "Leiam, por mais capitalistas que sejam, pois é uma belíssima manifestação de organização social utópica."
O Anti-Democrata, contudo, não pensou isso tudo da noite para o dia. Não! Ele começou a pensar o porquê de apenas alguns poucos milhões de brasileiros pagarem impostos e a grande maioria não. Pensou na reforma da previdência que não muda praticamente nada e não beneficia significativamente a quase ninguém. Pensou nas CPI's e na corrupção. Pensou na polícia e nos traficantes, na violência e na prostituição, na educação de péssima qualidade e na falta de organização. Pensou na reforma tributária, que sempre enrolam e nunca desenvolvem. Esta última, em particular, ele sempre achou de extrema importância e urgência, mas como não tem pretensões políticas, nada pôde fazer. Fica como os outros "democratas" do Brasil, apenas de espectador neste circo de dimensões continentais.
O Anti-Democrata sofre, pois sempre se orgulhou de sua terra. Mas está cada vez mais duro enfrentar esta realidade. Teme querer fugir. Teme querer procurar um lugar em que a democracia seja democrática. Precisa achar um lugar em que não precise ser o Anti-Democrata. Mas enquanto isso não acontece...
O Anti-Democrata quer dar nova roupagem ao mundo. Lembra com orgulho de seu avô, antigo barão do café... Naquele tempo só podia votar quem tinha renda e pagava impostos. E ainda assim a desigualdade social não era como é hoje. A democracia é algo que está destruindo o próprio povo que a apóia. É como a larva de um inseto parasita que vai sugando por dentro as forças de seu hospedeiro inocente: quando este se dá conta, já está tudo perdido.
Ele não entende como o poder pode ser do povo, se ninguém do povo tem poder. Melhor uma aristocracia assumida do que uma democracia falida. Mas o Anti-Democrata não é aristocrata, nem fascista, nem defende a anarquia. Também não é comunista e não sonha ser golpista. Não defende a ditadura, nem monarquia ou regime parlamentar. Não apóia coisa alguma. Só não quer ser conformista.
O Anti-Democrata não é alguém. Ele é todos nós e está gritando enfaticamente dentro de cada um, mas ninguém quer lhe dar ouvidos. O que estamos esperando? Vamos mais uma vez sufocar seus apelos e sucumbir a este regime ditocrático ou dessa vez vamos reagir?
:: Escrito por Rafael Vieira às 15:47 ::
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Quinta-feira, Março 18, 2004 ::
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Rebimboca da parafusetaO título é apenas uma mera lembrança de um bate papo no MSN com outras 3 figuras blogueiras quase mitológicas (sem querer atribuir sentido estrito a isso)... Como deu vontade de escrever agora e o assunto do momento era esse, decidi começar esse post assim. Pois é... É tanto besteirol junto que me empolgo pra escrever! Mas não venham me perguntar porque estávamos falando da rebimboca da parafuseta ou mesmo da menosquencia de certas pessoas por aí.
Hoje na faculdade me revoltei. Essa mania feminina de ficar desligando o ar condicionado quando lá fora o sol torra a pelo menos 28 graus (e que varia até quase 40 na pior das hipóteses) me deixa indignado! Ora, o calor é algo que só pode ser controlado com um ar condicionado, com um banho, ou com uma corrente de vento. Como na minha faculdade a única opção é a primeira, fico num mato sem cachorro, até porque não tem ajuste de termostato nos aparelhos.
Já as mulheres frescurentas ("aaaaiii tá muito frioooo!") ficam querendo desligar a única coisa que consegue me manter dentro de sala. É um absurdo, porque para controlar o frio de uma maneira conciliatória, basta levar um casaquinho, uma jaqueta, um moleton, um blusão, um pulover, um casaco de couro ou de pele de texugos selvagens, um sobretudo, ou até mesmo um cobertor de inverno daqueles que a gente acha em Friburgo ou Campos do Jordão. Mas não. Elas vão com blusinhas que não cobrem nem o ombro e ficam reclamando que tá frio. Como na minha faculdade os homens são minoria, sempre me fodo.
Mas agora já decidi. O problema está resolvido. Vou aposentar o desodorante aqui em casa. Assim, se a sala estiver quente, vou começar a suar e exalar delicioso aroma, que infestará não só a própria sala como todos os ambientes adjacentes, corredores e cantinas. Aliás, já combinei com todos os outros homens da sala e nós 3 vamos sem desodorante amanhã. Aí a gente vai ver se elas vão nos querer suando... Além de manter o ar ligado o dia inteiro, ainda economizo alguns centavos! Mãos à obra! Aliás... Suvacos à obra!
:: Escrito por Rafael Vieira às 20:47 ::
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Sexta-feira, Março 05, 2004 ::
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Quatro e Setecentos:Ainda não me acostumei com essa história de entrar no ônibus pela frente. Até hoje quero entrar por trás mas só liberam a entrada pela frente (sem duplo sentido, por favor). 179 relativamente cheio, sentei-me ao lado de um senhor de meia idade, humilde, bigodudo, suado e trabalhador, carregando uma pasta preta, que puxou conversa (o homem, não a pasta):
- Aqui já é a Sernambetiba?
- Não, Sernambetiba é a rua da praia, a gente ainda vai passar por lá. Aqui é a Armando Lombardi.
- Bruna Lombardi! (suspiros)
- ARMANDO!
- Ahhh, Armando... (decepção)
O sujeito riu de si mesmo, ficou puxando conversas pouco relevantes e o ônibus ia enchendo, até que chegamos à Sernambetiba. Disse-me que precisava ir pro número 4700:
- É longe... Vou ficar um tempão aqui!
- É... (Eu mereço... Ficar aturando essa matraca que não fala nada de útil!)
Entre frases do tipo "Ainda bem que eu não vim de carro" e "Essa Barra deve ser uma merda pra morar né?", finalmente algo de construtivo apareceu, porém por apenas alguns segundos...
Passa uma mulher muuuito gata:
- Olha cara, você viu? Que maravilha! - e ficou acompanhando com os olhos até que a moça saltasse do ônibus e se afastasse. Notei algumas gotas de saliva caindo pela janela do coletivo.
Dois minutos depois, passa uma moça novinha, bonitinha, mas sem nada de extraordinário:
- Poxa, que coisinha mais linda! - idem, dessa vez salivando sobre sua pasta preta.
Algum tempo a mais se passa, surgem dois ogros, coisas bizarras, baixinhas gorduchas esquisitas, com aquelas mochilinhas ridículas compradas no camelô a 12 real, com aqueles jeans apertadíssimos enfiados nas respectivas bundas gordas, usando ainda blusinhas grudadas com um pouco de barriga (banha) pra fora... Sem falar no cabelo ruim e seboso e no suvacão com pelos aparentes:
- Olha cara... Essas cascudinhas aí também fazem uma sacanagem gostosa! - idem, mas sem salivar, porque aí já era demais né?
Quatro e Setecentos... Quatro e Setecentos... Nunca em minha vida eu anseara tanto por esse número.
:: Escrito por Rafael Vieira às 15:15 ::
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Segunda-feira, Março 01, 2004 ::
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Puta que pariu! 1º de Março tinha que ser feriado * !!! Ninguém merece essa segunda-feira de cinzas...
* aniversário da cidade do Rio, ô lerdão!
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:09 ::
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004 ::
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Ninguém Merece (versão Carnaval): - Quase ninguém aceitar meu cartão Amex;
- Chegar ao Rio e saber que a campeã do Desfile das Escolas de Samba do Rio foi a Globo (de novo);
- Ter um professor esquisito que não gosta de carnaval e pedira um resumo de aula e dois textos para a "quinta de cinzas", valendo nota para a primeira prova;
- Fazer a merda do resumo logo que cheguei em casa, morrendo de exaustão por causa da viagem;
- Ter que acordar no susto às 06:32 da "quinta de cinzas" para ir pra faculdade;
- Chegar na porra da aula e o tal professor esquisito não cobrar a merda do resumo que pediu..
:: Escrito por Rafael Vieira às 18:34 ::
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004 ::
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Dizem por aí que o ano começa só depois do Carnaval. Então, até lá, pessoal! Bom Carnaval para todos! Aproveitem a maior época de libertinagem, luxúria e promiscuidade do ano, porque depois a coisa vai ficar feia! Fui!
:: Escrito por Rafael Vieira às 22:17 ::
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004 ::
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Turista de Banheiro
Parte 1 - Raio X de um banheiro feminino
Um dia desses entrei num banheiro feminino. Só de onda, no meio do shopping, sem maldade. Bom, pra falar a verdade, estava louco pra dar um mijex e o banheiro masculino tava fechado. Entrei e comecei a reparar em tudo. As mulheres entrando e saindo, formando fila e me olhando esquisito. Aliás, coisa esquisita essa de fila no banheiro, não é? Tem que fazer fila pra usar o vaso: essa fila aqui é pra fazer xixi, essa outra é pra fazer cocô.
Diante dos olhares de espanto das senhoras, fiz cara de faxineiro fashion e não dei a mínima. Peguei uma vassoura que estava encostada na porta e fiquei reparando nos detalhes, que nem um cinderelo deslumbrado. Dois ambientes enormes: um com espelhos gigantescos, que chegavam ao teto... E outro com dezenas de cabines enormes (equivalentes a duas da masculina). Muito estranho não ver mictórios e sentir aquele cheiro de mijo espalhado pelo chão (mas disso eu falo na parte 2). Esgueirei-me para dentro de uma das cabines, furando fila na frente de uma madame. Dentro dela (da cabine, não da madame) tinha assento descartável e saquinhos higiênicos pra jogar fora o absorvente... Coisa de cinema mesmo! Aliviei a pressão contida no meu joelho e cuidei para deixar a tampa do vaso novamente abaixada. Saindo da cabine, reparei que havia um ambiente separado dos outros dois e uma fila se formava de frente pra uma parede. Fiquei fitando aquelas mulheres por alguns segundos, até que uma passagem secreta se abriu, duas mulheres saíram e outras duas entraram no lugar. Consegui avistar de longe uma belíssima mesa de ping-pong, com placar eletrônico e tudo!
Olhei um pouco mais à minha volta e comecei a reparar no tempo que cada uma demorava dentro da cabine. Descobri que as mulheres não são tão lerdas pra mijar. Elas são lerdas para passar por todo o processo: fila, xixi, limpar da frente pra trás, lavar as mãos, fila pro ping pong, jogo de ping pong, voltar pra frente do espelho, arrumar o cabelo, retocar a maquiagem, lavar a mão de novo, dar uma verificada na bolsa, bater um papo com a "vizinha de espelho" e pronto! Isso quando elas não decidem trocar o modess no meio do caminho, né?
Depois desta minha aventura, o velho banheiro masculino jamais será o mesmo. E nunca mais reclamarei de mulheres demorando no banheiro. Pior que isso... Eu sempre vou querer entrar junto!
:: Escrito por Rafael Vieira às 19:58 ::
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004 ::
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Eis que...
Eis que a falta de inspiração bate novamente à minha tela. Eis que meu saco coça incessante, pedindo-me um afago de minhas unhas. Eis que a preguiça, estigma do meu eu, domina corpo e mente. Eis que surge uma nova luz, um novo caminho, um novo blog. Eis que minha inerente cara de pau me faz escrever com um ilustre e admirado blogueiro. Eis que revitaliza-se o ânimo deste jovem rapaz em produzir textos. Eis que não agüento mais escrever "eis que". Eis que surge... Fuku!
:: Escrito por Rafael Vieira às 16:01 ::
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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004 ::
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O Inseto e o SádicoDescobri que sou um sádico impagável... Estava eu aqui conversando no MSN quando um irritante inseto resolve me irritar (a repetição foi proposital). O abominável pousou no teclado e lá ficou passeando como se fosse seu jardim... Nada mais justo do que um assoprão pra ele voar pra longe. Pois bem... Em seguida, como um bom inseto informatizado, aterrisou sobre o botão direito do meu mouse. Imaginando que o ser havia se perdido, reagi com um peteleco certeiro. O ambiente estava meio escuro, então acendi a luz pra procurar o nefasto e alado organismo, querendo me certificar de sua partida. Não precisei olhar muito à minha volta: ele se encontrava pousado em minha mão esquerda, que é a mais importante, pois sou "canhoto de mouse".
Novo peteleco, dessa vez já com raiva e janelas do MSN piscando aos montes, sem respostas. Fui até o banheiro procurar o inseticida, mas não encontrei nem repelente. A batalha estava travada. Eu contra ele. Me senti o Schwarzenneger lutando contra o Predador. Cada um com suas armas, cada um com seus motivos. Cogitei a possibilidade de ser um pequeno enxame, pois meus petelecos não levavam meu rival à morte. Passaram-se alguns segundos. Sentia-me vitorioso, porém sabia que o adversário poderia ter alguma poderosa arma secreta, então aguardei...
De súbito, lá veio ele, pousando no meu "shift" da esquerda. Certamente estava querendo usar meu próprio computador contra mim, instalar um vírus, ou algo do tipo. Antes que ele tentasse qualquer investida tecnológica, preparei um peteleco com toda a força do mundo. Um peteleco que destruiria meu "shift", levando "control" e "caps lock" de uma vez, caso eu errasse o alvo. Mirei bem e aguardei o momento oportuno... Era preciso ser frio e calculista. Então, quando ele menos esperava... POW! Acertei o pequeno alien, que, com o impulso do meu peteleco, chocou-se contra a parede e caiu no chão, agonizando.
Abaixei-me e fui verificar o estado de saúde do meu inimigo letal. Ele vagava pelo chão, meio tonto. Tinha levado o peteleco mais forte do mundo e não morrera. Pensei em esmagá-lo e destrui-lo de vez, mas uma solução mais sádica me ocorreu. Afinal, o alien havia tomado meu tempo e minha paciência. E era preciso livrar a humanidade de um mal em potencial. Primeiro, tirei-lhe as duas asas, calmamente. O ser não emitia ruído algum, então imaginei que não estivesse sentindo dor. Parecia um desafio... Então, com uma lapiseira, parti a parte de trás de seu frágil corpo e um líquido esquisito escorreu pelo chão. Tomei cuidado, pois poderia haver alguma substância tóxica em seu sangue. Ainda não estava satisfeito com meu ritual de tortura.
Rapidamente corri para a cozinha e peguei uma caixa de fósforos. Coloquei o bicho no meio de um palito de fósforo e o acendi. À medida que a chama ia consumindo o palito, o pequeno alien tentava fugir. Mas não tinha mais asas e nem bunda. O fogo se aproximava de seu corpo, mas ele nada podia fazer. Ele se debatia e eu ria cada vez mais alto. O alien não tinha opções, senão queimar no fogo eterno do palito de fósforo do nefasto Rafael. Enquanto seu corpo sucumbia ao calor do fogo, eu respirava aliviado: a humanidade estava a salvo.
:: Escrito por Rafael Vieira às 01:12 ::
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004 ::
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2004 já chegou e eu nem percebi direito. Aliás, nem tinha como perceber... Bebendo e me divertindo, rodeado de grandes amigos, só queria me divertir. Na verdade o ano ainda não começou. Pra mim só começa depois da quarta de cinzas. Enquanto isso não chega, vamos vendo a vida passar...
O Rio tá lotado de turistas... E dizem por aí que a queima de fogos em Copacabana foi maravilhosa! Eu não vi porque tava em Petrópolis com a galera. Isso é ótimo pra nossa cidade, melhora muito a nossa imagem lá fora e no próprio país também. Imagem essa que o Lula inventa de querer melhorar, mas só parece um turista deslumbrado com cara de mongolóide. Ninguém merece esse presidente que vocês elegeram... Sim, "vocês". Me excluam dessa, que eu votei no Serra! Aliás, vi o José Serra hoje no InfoBarra. Muito esquisito e simpático. E votei por falta de opção. Depois desta breve reflexão... Feliz 2004 pra todos, menos pra esses políticos safados, pros traficantes e bandidos e pro João Kleber.
:: Escrito por Rafael Vieira às 23:41 ::
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003 ::
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É Natal! Aliás, FOI Natal! Feliz Natal atrasado! Ainda vale porque o espírito Natalino ainda está no ar! E que venha 2004, menos tosco e cheio das complicações de 2003... Realizações, sonhos, metas, sucesso, felicidade, amor, amizade, saúde. Pra vocês todos. Boas entradas!
:: Escrito por Rafael Vieira às 11:53 ::
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003 ::
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Olha eu aqui, pessoas! Calma, o blog não morreu... E também não está em hiatus. Pra ser bem sincero já cogitei a possibilidade de fechar o ANEB, mas comecei a pensar em tudo que eu tinha passado com ele, os momentos bons, os blogs fodas que li e as pessoas maravilhosas que conheci. Vendo tudo isso comecei a pensar o porquê de não estar blogando. E cheguei à conclusão de que não sei. Hahaha típico né? Melhor assim, porque se eu soubesse eu já teria parado.
Mas vamos acabar com a função metalinguística aqui. Tem acontecido tantas coisas que eu penso que poderia colocar no blog... Mas acabo esquecendo de tudo! E outras que não posso mesmo escrever aqui! ... Acho que no fundo o problema é esse. Memória. A minha, não a do computador. Aqui deve ter uns 512MB enquanto eu tenho uns 12... Ou menos! Acho que estou precisando trocar o sistema operacional. O "Férias 2004" vem aí e deve corrigir vários bugs do sistema anterior, que ficou sobrecarregado por causa do 3º período da faculdade...
E a vida, Rafael? Bom, a vida vai bem... Aniversário passou, mais idoso me tornei. Muitas festinhas no mês de Dezembro, muita social... Festas de fim de ano chegando, Natal com a família, Reveillon na mão de Deus. Pois é, todo ano a mesma merda: "Aonde vou passar o reveillon?" Só acabo decidindo quase na véspera. Paciência. Gente enrolada é assim mesmo.
E logo em Janeiro começa a mesma merda parte 2: "E o Carnaval? Esse ano vai ser aonde?" E sempre gastando dinheiro... Meu cartão de crédito veio nas alturas esse mês e só não tomei um mega esporro do meu pai porque foi o mês do meu aniversário. Aliás... Quem aí não me deu parabéns, hein?
:: Escrito por Rafael Vieira às 13:16 ::
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Domingo, Dezembro 07, 2003 ::
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Reflexões Dominicais
"Matar ou capturar um homem são tarefas relativamente fáceis, se comparadas com a tarefa de mudar sua mentalidade." (R. Cohen)
"Não há juiz mais justo e mais severo do que o tempo." (Edgar Quinet)
"O Homem é o único animal que pode permanecer, em termos amigáveis, ao lado das vitimas que pretende engolir, antes de engoli-las." (Samuel Butler)
:: Escrito por Rafael Vieira às 23:40 ::
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Domingo, Novembro 30, 2003 ::
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Reflexões Dominicais
elas estão de volta!
"Tornar-se obra de arte é o objetivo da vida." (Oscar Wilde)
"O inimigo mais terrível é aquele que já foi nosso amigo, pois conhece as nossas fraquezas." (Fernando Guimarães)
"Bebo porque sou egocêntrico... Gosto quando o mundo gira ao meu redor!" (AA)
"Os hábitos são coisas curiosas... seus próprios donos nunca sabem que os têm." (Agatha Christie)
ps: Ainda está em tempo de me darem parabéns viu? Não é todo dia que se faz 22 anos :P
:: Escrito por Rafael Vieira às 21:45 ::
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Sexta-feira, Novembro 28, 2003 ::
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Parabéns para mim!!!Hoje é meu aniversário! Faço 22 aninhos! Tô ficando velho hein! Podem mandar seus presentes direto aqui pra minha casa, não deixem de ligar ou mesmo deixar um recado na secretária eletrônica... Recados no blog também serão bem vindos!
Ai ai daqui a pouco acaba esse desespero de provas e trabalhos! Que coisa frenética e insuportável!
Esperem pelo retorno do ANEB semana que vem, com força total! Não esqueci de ninguém, não viu?
:: Escrito por Rafael Vieira às 12:13 ::
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Quarta-feira, Novembro 19, 2003 ::
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Hoje eu voltei de vez pra academia. Depois de enrolar por séculos, tomei coragem para enfrentar aquele terrível salão de exercícios. Mas foi bom, senti o prazer de ter me exercitado e fiquei feliz com a realização! Além da minha família e dos amigos, outras pessoas blogueiras me influenciaram e incentivaram bastante pra voltar pra academia! Obrigado a todos!
Hoje, de repente, começou a cair uma chuva torrencial muito escrota que só serviu pra lavar a cidade e alagar as ruas, pois o calor continua. A única coisa que presta é esse cheiro de terra molhada pós chuva... Hummmm!
Estou com preguiça de postar o que eu planejei pra essa semana. Estou enrolado demais com a faculdade, então vou ficar um pouco afastado até acabar o período. Isso deve ir até mais ou menos 3 ou 4 de dezembro. Não significa um hiatus, não vou deixar de postar, apenas vou dar menos atenção ao blog.
:: Escrito por Rafael Vieira às 17:00 ::
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